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Bloco na rua com vacina!

Updated: Apr 9

Editorial da edição 123 da Ocas"

No momento em que este editorial é escrito, no dia 17 de fevereiro de 2021, apenas 2,55% da população brasileira (ou 5,4 milhões de cidadãos) recebeu, ao menos, uma dose da vacina contra a Covid-19. Trata-se, ainda, de um número bastante reduzido e que, infelizmente, cresce em ritmo lento.

Isso se deve, sobretudo, à questionável política do Ministério da Saúde, que apostou em uma única vacina, da Oxford/AstraZeneca, enquanto o presidente da República seguia com sua narrativa negacionista e antivacina. Além disso, durante meses, o governo federal viveu às turras com o Instituto Butantan, responsável pela vacina CoronaVac. Para agravar a situação, prefeituras de várias cidades do país começaram a suspender a campanha de vacinação justamente pela falta de doses dos imunizantes.

Apesar disso, não deixa de ser uma luz no fim do túnel, ainda mais se pensarmos que, até o fim do ano de 2020, a vacinação parecia ser algo distante. Não à toa, a jornalista Maju Coutinho, capa desta edição da Ocas”, considera a chegada das vacinas uma das melhores notícias que já deu em sua carreira profissional.

A enfermeira Mônica Calazans, no dia 17 de janeiro, foi a primeira brasileira a receber a primeira dose da vacina em solo nacional. Na capital paulista, profissionais da saúde, indígenas, quilombolas, idosos acima dos 85 anos e pessoas em situação de rua com idade superior a 60 anos têm sido imunizados.

Em um momento em que existe uma segunda (ou até terceira, segundo cientistas) onda da pandemia, com novas variantes do coronavírus circulando, a vacinação é, sem dúvida, a principal ferramenta para o fim do “novo normal”, que afeta a economia, impede a diminuição do desemprego e atinge, em cheio, o setor cultural de todas as regiões.

Quem seria capaz de afirmar que não haveria Carnaval? Pois bem, este editorial é escrito justamente na Quarta-Feira de Cinzas de um ano em que a principal festa popular do país não aconteceu. Não houve glitter, não houve blocos, não houve escolas de samba e não houve, também, o Fabuloso Carnaval Grande Hotel, festa promovida pelo estilista mineiro Ronaldo Fraga em Belo Horizonte.

“No início da minha carreira, diziam que eu parecia carnavalesco, porque eu contava histórias através dos meus desfiles. Mas eu recebia isso como um grande elogio, porque faço parte de uma geração em que grande parte da informação da cultura brasileira chegou por meio dos enredos das escolas de samba do Rio de Janeiro. Você vai negar que Joãosinho Trinta foi um dos grandes intelectuais do Brasil?”, diz ele, também em entrevista para esta edição.

Queremos mais vacinas para colocar o nosso bloco, com segurança, na rua, onde a Ocas”, por meio de seus vendedores, com máscaras e seguindo os protocolos de segurança, chega até você.

A reportagem completa você lê na edição 123 da Ocas”

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